Dois anos do fim do sabático

Agora são 23h25 e tenho alguns minutos para escrever ainda neste 25 de outubro de 2020 (espero que dê tempo porque não tenho escrito muito ultimamente e o wordpress está todo diferente e ainda não me acostumei com essa coisa de cada parágrafo ser um bloco. Acho que ficou mais difícil de formatar). Hoje faz dois anos que voltei do meu ano sabático e tenho essa mania de querer lembrar algumas datas um tanto marcantes (apesar de ter deixado várias passarem).

Quero tentar organizar melhor minhas ideias, portanto decidi fazer uns tópicos para escrever o que eu quero sem me enrolar tanto. Vamos lá!

O que estou fazendo?

Peguei um freela de tradução do italiano para o português e essa tem sido minha principal preocupação. Preciso dar um gás, porque estou demorando um tempo para pegar o ritmo que eu gostaria. Além disso, estou mandando uns currículos para vagas que aparecem e para as editoras onde eu gostaria de trabalhar (até agora nada de novidades). Também estou meio viciada em alguns joguinhos de celular, estou fazendo um curso sobre ebooks, audiobooks e podcasts, continuo fazendo pães e ouvindo muitos podcasts. Basicamente isso. Ah, e acordando meio tarde sem despertador.

O que eu deveria estar fazendo: colocando a leitura em dia, fazendo exercícios, organizando a casa, escrevendo para o blog, pensando mais no que quero fazer e procrastinando menos para que meus dias rendam mais.

Sobre o limbo.

A coisa mais difícil no pós-sabático para mim é o limbo. E quem diria que dois anos depois eu estaria de volta nesse estado. Ele parece infinito e o último durou bastante, apesar de eu ter demorado menos de um ano para arranjar um emprego e começar a reorganizar minha vida. De lá para cá, apareceu uma pandemia e uma demissão e estou de volta ao lugar onde estava há dois anos.

Talvez o problema seja que fico esperando ter um trabalho para poder sair do limbo e se não tenho mais o trabalho, volto a esse estado. Por outro lado, não consigo pensar em outras formas de sair do limbo sem ter uma fonte de renda, porque preciso de dinheiro para poder me manter em algum lugar. Tenho que conseguir resolver o lado profissional para resolver definitivamente esse incômodo do limbo. Não que seja a pior coisa porque sou sortuda e tenho um lugar para ficar confortavelmente enquanto me encontro no limbo, mas não gosto de não saber o que fazer.

Teoricamente, estar no limbo seria um momento ótimo para pensar no que fazer, ter novas ideias, sair da caixinha, mas para mim é mais difícil pensar em coisas futuras quando estou no limbo do que quando estou em algum emprego ou fazendo alguma coisa. Bom, talvez eu tenha voltado ao limbo porque fiz uma escolha errada pós-sabático e antes de perder mais tempo, voltei para tomar uma decisão mais acertada. Vai saber… Provavelmente é um daqueles momentos que parecem infinitos e você só percebe para que serviram quando saiu dele há um tempo.

Sobre continuar o blog.

Em setembro, meu blog comemorou três anos e recebi o email lembrando que tinha que renovar meu plano para continuar com o domínio. Pensei mais de duas vezes porque não estava atualizando e no começo seria algo que usaria só para que minha família e meus amigos me acompanhassem nas viagens. Depois, gostei de ter um domínio e comecei a juntar dicas do meu um ano viajando e tive algumas ideias legais, mas assim que comecei a trabalhar, parei totalmente de escrever.

Mesmo assim, resolvi renovar por mais um ano, mas não tenho certeza se vou continuar escrevendo ou não. Talvez eu decida isso mais pra frente, e é possível que uma das minhas resoluções de fim de ano seja escrever mais. Ou pode ser que eu continue aparecendo por aqui de vez em nunca e cancele no ano que vem. Aguardemos os próximos capítulos da vida.

Sobre trabalho.

Enquanto estava escrevendo sobre o limbo, percebi mais uma vez como a minha vida gira em torno do trabalho (mas eu vivo em um mundo capitalista e preciso de dinheiro, para isso, preciso de um trabalho. Além do mais, sou de São Paulo, e penso muito em trabalho. Por mais que a relação tenha mudado um pouco por causa das reflexões durante o sabático, ainda é um pilar bem importante da minha vida e do meu círculo, basta ver o quanto as pessoas se lamentaram mais do que eu quando ficaram sabendo que fui demitida).

Acho que eu nunca soube o que realmente eu queria fazer. Não sei se já contei aqui, mas escolhi minha faculdade totalmente ao acaso, olhando o manual de inscrição do vestibular e sabe-se lá porque decidi que queria trabalhar no mercado editorial. Justo eu que nunca fui uma leitora voraz. Na faculdade, descobri que era um mercado um tanto fechado, meio difícil de entrar e por sorte achei uma vaga e comecei a trabalhar num trabalho dos sonhos (pelo menos nos primeiros anos). Sim, sou uma pessoa extremamente sortuda desde sempre. Acontece que é bem legal trabalhar com entretenimento, mesmo sendo mais difícil de pensar nos propósitos do seu trabalho e sabendo que você sempre vai ganhar pouco.

Durante o sabático, achei que tinha descoberto que realmente o mercado editorial era o que eu queria e voltei para ele. Porém, é tudo tão bagunçado e para completar juntaram tantas “crises”, que não tenho mais certeza do que fazer. Eu gosto de ser editora e minha experiência no último trabalho teve várias coisas legais, mas também vários problemas. Talvez seja uma junção de momento do mercado, modelo de negócios, pandemia, trabalhar para os outros. Não sei. Mais uma trama que continuará nos próximos capítulos da vida.

Sobre a vida.

Tenho mais quatro minutos e acho que já escrevi mais do que eu pensava que escreveria, então, vou partir para a conclusão e talvez continuar a reflexão outro dia.

Não faço a menos ideia do que vai acontecer.

Fim do post.

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