Escrevo ou não escrevo?

Eu pensei em escrever aqui hoje, esperei demais para começar, fiquei com preguiça e sem inspiração, li os dois últimos posts para lembrar o que já tinha contado por aqui, desisti de escrever e desliguei o notebook.

Abri o Instagram e ele me mostrou uma foto de três anos atrás, da minha despedida de São Paulo (parece que faz mais tempo do que isso). Então, minha inspiração voltou e liguei logo o notebook antes que a preguiça voltasse (faz tanto tempo que não escrevo que o wordpress está todo diferente e não me acostumei com a nova configuração ainda).

Três anos, tão pouco tempo para tantas coisas que aconteceram na minha vida: saí de São Paulo, viajei por todas as capitais do Brasil, voltei para a casa dos meus pais, fiquei no limbo, achei um emprego, mudei de cidade, conheci várias pessoas legais, fui morar sozinha, começou uma pandemia, fiquei trabalhando de casa, passei meu aniversário na companhia de um pote de Bacio di Latte, fiquei mais de cinco meses saindo de casa só para ir no mercadinho da esquina, fui demitida, vi muitas séries e ouvi várias horas de podcast e hoje é meu último dia em Jandira, amanhã volto para Ibiúna (e mais um período de limbo).

Acho que um sabático tem consequências para o resto da existência. Não posso dizer que aquele ano tenha mudado a minha vida, não foi como as pessoas falam: tudo mudou, tive revelações, etc; foram mais pequenas (grandes) percepções que ainda vou descobrindo mesmo quase dois anos depois de ter acabado. Durante a viagem, fui refletindo, mas tinham tantas coisas para ver, aprender, descobrir, que comecei a digerir melhor mais tarde. E por mais que tenha esse lance de autoconhecimento quando você viaja só, é conversando com outras pessoas que percebo mais o que mudou e está mudando em mim (sério, às vezes, falo alguma coisa e penso: “de onde veio isso?”).

Agora começa mais um ciclo (e por isso foi bom escrever). Não sei o que vai acontecer na minha vida e no mundo; não tenho certeza de que a situação vai mudar pós-pandemia, de que vai haver o “novo normal” que tanto falam por aí; nem sei quando vai acabar!! Estou com saudades de viajar e se não fosse pela Covid, pegaria minha mala e iria visitar a minha irmã. Mas é bem provável que a Nova Zelândia não receba turistas brasileiros por um bom tempo, então, vou continuar por aqui, até mesmo porque ainda estou quase sem sair de casa.

E é isso, pessoas! Por hoje é só. Até mais 😉

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