Três meses sabáticos

Hoje, ou melhor, ontem (já passou da meia-noite), completei meu terceiro mês sabático. Não sei se digo “já” completei ou “só” completei. “Já” porque parece que foi ontem que coloquei meu mochilão nas costas, me despedi dos meus pais e embarquei para Maceió. “Só” porque parece que estou viajando há uma eternidade. Conheci tantas pessoas, descobri tantos lugares, experimentei tantas comidas, fiz várias reflexões… nossa, está sendo intenso.

Nesse terceiro mês, dei uma desacelerada, um pouco porque meu tornozelo estava doendo, um pouco porque estava cansada, um pouco porque voltei para São Paulo… Acho que preciso dar mais atenção ao meu corpo depois de anos de sedentarismo. Também preciso encarar a viagem com mais leveza. As pessoas acham que estou na vida boa viajando (o que não deixa de ser verdade), mas descobrir que ficar pingando de lugar em lugar não é fácil. Achei que ia tirar de letra, que ia ser moleza viajar, mas não é. É difícil viver só com uma mochila ou uma mala de bordo e é mais difícil ter a sensação de não ter casa. Pode parecer mil maravilhas, mas não é para qualquer pessoa. Às vezes, até acho que não é pra mim. Mesmo assim, vou continuar, dá um medo de querer desistir, uma preguiça de sair da zona de conforto, mas não importa. É um sabático e não tem problema querer parar no meio, né?

Retomei as viagens há uns dias, dessa vez em companhia (preciso escrever sobre como está sendo Ouro Preto, talvez amanhã, vamos ver… sem promessas). É estranho viajar com pessoas depois de dois meses e meio viajando sozinha. Mas é muito legal, estou curtindo, ainda mais pelo fato de não passar o Ano Novo com pessoas desconhecidas.

Agora vem o período mais longo de viagem, serão sete meses longe de São Paulo! Vamos ver no que vai dar. Estou com um friozinho na barriga, mas vamos que vamos porque 2018 vai ser demais!

2 comentários em “Três meses sabáticos

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  1. Aí Tati, não deve ser fácil mesmo… talvez a gnt idealize um pouco esse negócio de ficar viajando… mas aproveite cada minuto Tati e se não der pra continuar, tudo bem tb, não tem nenhum contrato assinado de q vc não possa voltar..(eu acho, né?hahaha) um beijão

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    1. Oi, Rá!!
      Pois é, a gente idealiza… mas é que realmente é muito bom ficar viajando, mas tem as partes difíceis que ninguém nos conta…
      Eu vou continuar mesmo sem contrato assinado 😉 vai passar bem rápido e acho que vale a pena para ter histórias para contar ou momentos bons para lembrar quando voltar à vida tradicional…
      Saudades de vc!!
      Bjo

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