Belém, 14 de outubro de 2018.

Olá!

Hoje acordei 6h30 para acompanhar o Círio. Na verdade, começava 5h30 com a missa na catedral, mas fiquei com preguiça de acordar tão cedo. Tomamos café e saí com a Rosana.

Fomos até o local de onde acompanharíamos o Círio: na avenida Nazaré, onde o Erick, marido da Juliana, trabalha. Encontramos a Renata e a Shirley, mas o escritório ainda estava fechado, então, ficamos esperando na calçada mesmo. Estavam passando os barquinhos que simbolizam coisas… tinham uns com crianças vestidas de anjinho e outros com partes do corpo feitas de cera. E o tempo todo ficam passando pessoas de joelho, cumprindo promessas. Elas vão de joelhos, engatinhando e algumas têm até uma madeira para usar de bengalas… junto com elas vão pessoas colocando papelões pelo caminho e outras dando água e apoio moral.

Chegou a moça que tinha a chave do escritório e entramos. Serviram salgados e bebidas e nos esprememos nas duas janelas da casa. Depois de um tempo, começou a passar a corda com as estações. É algo maluco. As pessoas vão espremidas debaixo do sol e acho que só muita fé faz com que as pessoas façam isso, provavelmente eu não aguentaria. É impressionante. De cima, dá para ver tudo: a galera na corda, o movimento que fazem: para frente, para trás, param, fazem curvas… tem as pessoas que ficam empurrando para não deixar as outras caírem nas valas e para manter a corda no meio da rua e tem as pessoas que ficam distribuindo água. É gente que não acaba mais. E por mais que eu tente explicar aqui como é, você só vai entender mesmo e sentir a emoção se vier para Belém e acompanhar tudo ao vivo com seus próprios olhos.

Daí, depois de 5 estações, passa a imagem peregrina. É um momento bem legal. Ela é tão pequena… deu uma parada bem na nossa frente e pudemos ficar olhando e tirar fotos. Depois que ela passou, já podíamos ir embora, mas continuou passando um mar de gente e esperamos um tempão antes de sair.

Voltamos para casa e o domingo do círio é como o Natal. As famílias se reúnem, ninguém pode almoçar sozinho e tem comida que não acaba mais. São pratos típicos paraenses: maniçoba e pato no tucupi, com direito a farofa, é claro. De sobremesa, comemos uma torta de cupuaçu que vai entrar na minha lista de melhores doces do sabático (aliás, não preparei essa lista… acho que eu deveria, né?). Era uma torta com a massa crocante, creme, geleia de cupuaçu e queijo.

Depois de toda essa emoção e comilança, foi hora de tirar uma soneca. Deu até uma chuvinha para ajudar mais no sono.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

Blog no WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: