Ah, Boa Vista…

E quando você acha que já viu de tudo e que a próxima capital vai ter poucas novidades, a vida vai e surpreende você mais uma vez. Fui para Boa Vista sem expectativas e tive a oportunidade de conhecer uma comunidade indígena e saber mais sobre a situação dos refugiados venezuelanos por aqui. Também me angustiei com a política, logo eu, que me considero uma pessoa nada politizada. Sim, a vida é uma caixinha de surpresas.

A capital de Roraima é jovem, mais nova do que eu, e é uma cidade bem organizada. Há uns dois anos, não havia moradores de rua, segundo o que me disseram, e a cidade era bem segura e tranquila. De fato, tem muitas praças e parques para caminhar e curtir o fim da tarde. Não tem tantas atrações turísticas, mas isso é uma questão do Brasil todo que já falei por aqui e é complexa. Muitas pessoas passam por Boa Vista para ir ao Monte Roraima ou fazer concursos e não tem muitos turistas que vêm para visitar a cidade em si.

Acho que a minha maior experiência em Roraima foi toda a reflexão que tive, muito influenciada por todo o contexto externo de política, nervos a flor da pele, imigrantes, etc. Pode ser também que todos os sentimentos estejam aflorando mais agora que o período sabático está acabando. No fim, talvez não tenha aquela mudança gigante que se possa esperar de um ano sabático, mas ela seja composta pelas pequenas mudanças e inquietações que surgem na alma quando você mergulha para dentro de si e ao mesmo tempo para fora das bolhas em que se vive.

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