Instituto Iacitatá, Cultura Alimentar

Acho que até agora, o único lugar sobre o qual fiz um post específico neste blog foi a Casa Glaura, o melhor restaurante em que comi durante meu sabático e que infelizmente fechou.

Para abrir a seção lugares, vou falar sobre o meu segundo restaurante preferido: Iacitatá, que fica bem perto da Catedral de Belém. Acho bem justo que os dois melhores restaurantes sejam um de Minas Gerais e outro do Pará já que foram minhas duas culinárias preferidas do Brasil, mas talvez isso seja assunto para outro post. Vamos falar do Iacitatá.

Ele fica numa portinha e você precisa tocar a campainha para abrirem para você. O ambiente é aconchegante e parece que você está na casa de um amigo. No cardápio, a primeira folha era um #elenao e uma das justificativas era a não-preocupação com o meio-ambiente: “vamos ficar sem nossos ingredientes!”. Já aproveito para falar que gostei bastante do atendimento (a minha amiga que me recomendou o restaurante não gostou tanto porque eles ficam oferecendo produtos para você comprar, mas eu não liguei muito para isso), principalmente porque fiquei fazendo várias perguntas tanto para o chefe quanto para a dona e todas as pessoas que trabalhavam lá e eles foram muito legais comigo e me explicaram tudo sobre as comidas.

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Lá, utilizam alimentos orgânicos vindos de pequenos produtores. Os ingredientes são sempre frescos e de qualidade. O cardápio conta com PFs, que são mais em conta e custam R$ 25,00, bem justo pela qualidade da comida; e com pratos montados em que você escolhe a proteína (que já vem com farofa e salada do dia) e dois acompanhamentos (de R$ 35,00 a R$ 60,00, dependendo da carne). Fiquei bem em dúvida sobre o que escolher e acabei indo no filhote (um peixe bem típico daqui) empanado na farinha de carimã e selado na banha de porco. Os acompanhamentos foram: arroz com tacarana (arroz com jambu moído e tucupi) e micau (um tipo de purê de banana).

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Estava muito gostoso. O peixe não é temperado e pega o sabor da farinha e da banha, assim você consegue sentir bastante o gosto da carne. O arroz tem a aparência de um risoto verde, mas os sabores do tucupi e do jambu e deixa a boca adormecida, ou tremendo, como dizem em Belém. O micau é simplesmente a banana bem cozida batida com um pouco da água do cozimento e é um ótimo acompanhamento para o peixe. A salada muda a cada dia e quando é servida a pessoa que traz para a mesa diz quais os nomes de todos os componentes (e você pode perguntar o que é, caso não conheça algum, tipo eu, não conhecia várias coisas). É bem gostosa também.

Além da comida, provei o suco de cupuaçu (R$ 7,00) que vem adoçado com melado de cana e o queijo do marajó coberto com doce de cupuaçu (não tinha o doce de leite de búfala) e castanha do Pará (R$ 28,00). Dividi a sobremesa com a Renata e foi suficiente (se bem que acho que eu conseguiria comer sozinha). O queijo derrete na boca e o doce é bem pedaçudo, vale a pena.

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Eles também tem produtos para vender como doces, farinhas, óleos, castanhas, etc. e toda quinta no fim da tarde rola uma feira orgânica. Enfim, coloque este restaurante na sua listinha de lugares para conhecer caso você goste de provar comidas regionais bem gostosas.

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